sábado, 27 de março de 2010

Meu mal

Eu me apaixonei por você de um jeito imbecil onde simplesmente me sentia viciada, não conseguia dormir sem falar com você, de algum jeito você desviou o meu foco.
No inicio eu nem sabia quem era você, nem ligava para você, ate que der repente você cruzou meu caminho e me cegou.
Que burra eu fui, bem, burra nem sei, mas com certeza ingênua, você aos poucos foi me dando pequenas pontas de esperanças, soltando aos poucos as gotas do veneno que e queria.
Mostrei-lhe o que eu queria, sim eu abri as minhas portas e deixei que você entrasse, mas você não entrou, ficou lá parado na frente da entrada, olhando para dentro de mim com um meio sorriso no rosto.
E ela ficou aberta por muito e muito tempo, numa manhã outra pessoa parou ao seu lado, ele olha para você e vai andando em direção a entrada do meu coração, mas você não ia suportar isso e sai correndo para entrar primeiro e consegue.
Eu me senti completa e tudo se iluminou dentro de mim, mas do nada um vento frio sopra forte e as luzes se pagam você totalmente descuidado derruba o vidro com o veneno e com medo abre as portas e sai correndo sem olhar para traz.
O seu veneno que eu tanto almejava era forte demais, os espelhos que refletiam todos os perfis que montei de você, todos os seus perfis idealizados se quebraram, só se via cacos amontoados no chão e neles agora eu vi o que eu não via antes, eles me mostraram o seu lado covarde, fútil e fraco.
E assim de um jeito lento e doloroso voltei para o meu trilho, voltei a enxergar e você não vai mais conseguir me ferir, você não vai mais conseguir me cegar, minhas portas se fecharam para você.
Minhas portas se fecharam para você.

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