domingo, 24 de janeiro de 2010

O sentimento


Noite fria e lá esta ela, debaixo dos cobertores a espera de uma resposta, será que os seus sonhos não vêm?
O amor esta mesmo preso?E os medos rondam todos os lugares sem ter ninguém para pega-lo?
Ela se sente só, esta apenas deitada e ouvindo suas musicas mais preferidas, ouve o vento batendo na janela, ele se desespera para entrar, no relógio já são 3 horas da madrugada e ela continua lá, a espera de algo que parece que nunca vai chegar.
O seu coração esta cada vez mais acelerado, mas mesmo assim levantar dali seria pior, todos dormem e não se ouve nada.
Se sentindo perdida em um lugar familiar, se sentido triste, mas cheia de amor ao redor.
Será que ela é a única pessoa que se sente assim?
O que será que esta acontecendo? – ela se pergunta.
O celular toca e ela dá um pulo na cama, ao abri-lo lê o escrito: “Querida você está bem? Espero que sim, volte logo estamos morrendo de saudades. Beijos. Te amo.”
E foi ai que ela entendeu que era isso que fazia falta, os amigos deixados para traz, as historias inacabadas e todas as alegrias construídas. Era isso, Saudade.
O mais doloroso sentimento, daquele que destrói os sonhos, aperta o coração, entristece a alma e faz os mais otimistas verem que não tem como mudar nada.

“Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.”
Martha Medeiros

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Medo.


O céu está caindo sobre a minha cabeça, literalmente.
Cada vez mais forte, forte e venta e fica frio.
Tudo escuro e os medos entram rastejando pelos corredores da casa, o silêncio permanece intocável e a noite escura.
Ouve-se um estrondo! Era só a porta batendo, o vento está forte e faz tudo se mover.
Ao longe escuto o badalar dos sinos que, balançam e tocam a musica esperada por muitos há muito tempo.
Pessoas se refugiam onde podem, umas perto das outras, e o céu continua a cair, violentamente sobre a terra, e o vento canta fortemente sobre os prédios.
Do céu uma luz e em seguida um estrondo, o céu reclama, briga e chora. O vento tenta o acalmar, mas ele se desespera.
O céu chora e faz a terra chorar. O frio e o vento invadem as casas procurando, tentando de algum jeito achar algo para acalmá-lo. Impossível, ele não consegue parar de chorar.


E é assim, o frio e o vento invadem as casas em busca de ajuda, os homem buscam o medo para se proteger, e quando a chuva se acalmar o medo não vai embora, ele é um hospedeiro insistente, o convide a entrar uma vez ele não sairá nem tão cedo.